Paraty

Pausa de 10/10/2014 a 12/10/2014


Muito sol, praias lindas, cidade histórica com seu charmoso centro de arquitetura colonial e um dos patrimônios mais importantes do Brasil. Foi por esses fatores que escolhemos Paraty.
Já que tínhamos somente um final de semana, nos hospedamos na pousada Magnu’s principalmente porque ela fica bem no centro da cidade e não queríamos perder tempo com deslocamento.  A pousada é muito gostosa, atendimento 24 horas e um bom café da manhã.

 As ruas de Paraty  (chamadas pés-de-moleque)  foram feitas por escravos na época colonial do Brasil.

As ruas de Paraty (chamadas pés-de-moleque) foram feitas por escravos na época colonial do Brasil.

 As ruas são preparadas para se encherem de água, quando a maré sobe.

As ruas são preparadas para se encherem de água, quando a maré sobe.

Sábado: passeio de barco por ilhas e praias

Logo cedo fomos para o cais. Estava agendado o passeio com o barco Netuno III pela Paraty Tours, que passava por ilhas e praias. O cais fica bem próximo da pousada e faz 4 paradas: Praia da Lula, Lagoa Azul, Ilha Comprida e Praia Vermelha.
Assim que embarcamos, por volta das 11h30, os pedidos de almoço foram feitos para serem servidos somente por volta das 15h. Isso porque o cozinheiro precisa ter tempo suficiente para fazer todos os pratos. Pensamos que haveria uma parada num restaurante, porém, quando chegamos em Ilha Comprida, o almoço foi servido dentro da embarcação, que tem uma cozinha própria.

 Barco Netuno III

Barco Netuno III

 Parada em algum restaurante? Que nada. O almoço foi servido dentro do próprio barco.

Parada em algum restaurante? Que nada. O almoço foi servido dentro do próprio barco.

 Como é proibido fumar dentro do barco (graças à Deus!) os gringos improvisaram. Pularam na água e tragaram enquanto estavam nadando.

Como é proibido fumar dentro do barco (graças à Deus!) os gringos improvisaram. Pularam na água e tragaram enquanto estavam nadando.

Fomos bem servidos. A galera do barco era animada, havia turistas de outros países como Inglaterra, França e Alemanha. Foi muito divertido, mas o único ponto ruim desses passeios é que os minutos são contados. Então quando descíamos numa praia, tínhamos somente 40 minutos pra ficar nela, e esse tempo passa voando!! Com essa informação, aqui vai uma dica pra quem está indo numa turma relativamente grande (com mais de 5 pessoas): alugue um barco. Existem várias embarcações menores no cais que são bem arrumadinhas e limpas. Assim você pode ficar mais tempo em uma praia, menos em outra, tudo com uma maior flexibilidade de horário.

 Praia da Lula

Praia da Lula

 Se você tiver em galera, uma opção para curtir as praias de Paraty é alugar um barco.

Se você tiver em galera, uma opção para curtir as praias de Paraty é alugar um barco.


À noite, no centro, tinha muita gente. Barracas por toda parte e música rolando. O chão de Paraty tem um calçamento diferente (chão de “pés-de-moleque” como é chamado), é bonito mas é preciso sempre estar atento ao andar, para não torcer o tornozelo.
Fomos procurar um lugar para jantar e em Paraty há restaurantes pra todos os gostos e bolsos. Uma coisa recomendamos pra sobremesa: doces dos ambulantes que andam com um tipo de carrinho de mão pra cima e pra baixo. O bolo prestígio vem cheio de recheio! Tão bom que é um dos doces que vende mais rápido.

Domingo: passeio de 4x4 visitando cachoeiras e alambiques

Domingo fechamos um passeio de jeep que passa por cachoeiras e alambiques, afinal, Paraty é bem famosa pelas cachaças artesanais e licores de tudo que é sabor (em especial o de milho verde). Na verdade, escolhemos esse passeio porque pensamos que também teria uma parada em alguma praia. Curtimos muito, mas se você só tem dois dias pra aproveitar, recomendamos o passeio para Trindade que é uma praia linda próxima de Paraty.

Fomos ao Parque Nacional da Serra da Bocaína e a primeira parada foi na cachoeira da Pedra Branca. Um aviso: quando for visitar cachoeiras, andar por trilhas no meio da mata, nunca, mas nunca se esqueça do repelente!! Durante a manhã os insetos não costumam atacar, mas quando vai entardecendo, lá pelas 17h, se prepare!

 Cachoeira da Pedra Branca, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaína

Cachoeira da Pedra Branca, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaína

Depois de curtir um pouco na cachoeira, fomos visitar o Alambique Pedra Branca e saber um pouco sobre o método artesanal da fabricação da cachaça, onde também acontece uma degustação.

O almoço foi no restaurante Villa Verde que fica num lugar bem bonito. Tivemos que atravessar uma ponte que passa por cima do Rio Pereque-Açú. Ele fica em meio a mata com um “quintal” todo cuidado há poucos passos de um trecho mais calmo do rio. Dá pra entrar e ficar ali, relaxando, enquanto os pratos não ficam prontos.

 Ponte sobre o Rio Perequê-Açu, porta de entrada para o restaurante Villa Verde

Ponte sobre o Rio Perequê-Açu, porta de entrada para o restaurante Villa Verde

Após o almoço, fomos no alambique Engenho D’Ouro e depois para a última parada na cachoeira Tobogã, onde tem uma pedra enorme que a galera pode escorregar até cair na água. Os mais habilidosos escorregavam de pé fazendo manobras.

Do lado dessa cachoeira tem o Poço do Tarzan, onde você pode pular do alto de uma pedra. Muita gente fica corajosa quando está embaixo vendo a galera pular, mas chegando lá em cima, enrolam tanto que acabam desistindo.

 Poço do Tarzan

Poço do Tarzan

 Macaco, aos cuidados do Parque Nacional da Serra da Bocaína.

Macaco, aos cuidados do Parque Nacional da Serra da Bocaína.

Não tivemos tempo o bastante para poder fazer um city tour, já que o nosso foco estava nos passeios de barco e dentro da mata, mas uma boa dica é passear pela cidade com um guia. Paraty é encantadora e cheia de história, podendo ir facilmente além de praias e paisagens bonitas.


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