Kyoto


Tempo de estadia: 4 dias / Sugestão: 5 dias

Cidade linda, com uma atmosfera misteriosa, culturalmente rica e onde abriga muito bem tudo que é conhecido como tradição japonesa.

Caminhamos por jardins lindos, visitamos muitos templos budistas, santuários xintoístas e admiramos a mágica beleza das gueixas.

 Rua cheia de comércios e pequenos restaurantes próxima ao templo Kiyomizu-Dera, um dos principais de Kyoto.

Rua cheia de comércios e pequenos restaurantes próxima ao templo Kiyomizu-Dera, um dos principais de Kyoto.

 O aluguel de quimonos para passear pela cidade e tirar fotos é super normal, principalmente em Kyoto.

O aluguel de quimonos para passear pela cidade e tirar fotos é super normal, principalmente em Kyoto.

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Parque do Palácio Imperial de Kyoto: flores, muitas flores

O palácio foi a casa da família imperial quando a cidade foi a capital do Japão do ano 792 a 1868. Há a possibilidade de fazer passeios guiados de 35 minutos e de 1 hora pelos edifícios históricos, jardins, portões, etc, mas preferimos ficar caminhando pelo parque que é enorme, só admirando as Sakuras (árvores de cerejeiras) e outras muitas árvores que estavam florescendo.

 Flores do jardim do palácio Imperial de Kyoto. Durante a primavera, ele fica ainda mais bonito com inúmeros tipo de flores, principalmente as de cerejeiras (Sakuras).

Flores do jardim do palácio Imperial de Kyoto. Durante a primavera, ele fica ainda mais bonito com inúmeros tipo de flores, principalmente as de cerejeiras (Sakuras).

 Ponte próxima a uma das saídas do jardim do palácio.

Ponte próxima a uma das saídas do jardim do palácio.

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 Uma casa de madeira a beira do lago que fica em uma das extremidades do jardim do palácio imperial.

Uma casa de madeira a beira do lago que fica em uma das extremidades do jardim do palácio imperial.


Fushimi Inari-Taisha: o santuário xintoísta mais cenográfico

Fushimi Inari-Taisha é um dos santuários xintoístas mais famosos do Japão, construído no século 18, dedicado aos deuses do arroz e do saquê pela família Hata. O grande destaque do lugar são os inúmeros toriis (portal da tradição xintoísta que sinaliza a entrada ou proximidade de um santuário) enfileirados ao longo de um corredor que vai até o topo de uma montanha. O caminho até lá, de cerca de 4km, com todos esses toriis e templos menores, transmite uma atmosfera mágica, com um efeito visual digno de inúmeras fotos.

 Um dos corredores de toriis do santuário Fushimi Inari-Taisha. Eles foram doados por empresas e grande parte das inscrições atrás (ou na frente) de cada um deles, é o nome da empresa doadora e a data que o torii foi doado.

Um dos corredores de toriis do santuário Fushimi Inari-Taisha. Eles foram doados por empresas e grande parte das inscrições atrás (ou na frente) de cada um deles, é o nome da empresa doadora e a data que o torii foi doado.

 Torii gigante que fica na entrada do santuário Fushimi Inari-Taisha.

Torii gigante que fica na entrada do santuário Fushimi Inari-Taisha.

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Pegamos um trem da linha JR Nara na estação Kyoto até a estação Inari, que fica logo na entrada do santuário. Começamos a caminhada por volta das 16h, terminando quase 19h, o que foi ótimo, já que na volta, ainda no alto da montanha, conseguimos admirar o pôr do sol com vista pra cidade de Kyoto.

 Pôr do sol do alto do santuário com vista para a cidade de Kyoto. 

Pôr do sol do alto do santuário com vista para a cidade de Kyoto. 

O percurso parece ser longo, tem muitas subidas, mas vale super à pena! Principalmente porque depois do comecinho dele, os corredores já não estão mais tão lotados e você consegue sentir mais a energia do lugar.

 Uma das dezenas raposas encontradas ao longo do caminho. A raposa é considerada a mensageira de Inari, o deus da colheita do arroz e prosperidade nos negócios.

Uma das dezenas raposas encontradas ao longo do caminho. A raposa é considerada a mensageira de Inari, o deus da colheita do arroz e prosperidade nos negócios.

 Pequenos santuários que ficam ao longo do caminho.   

Pequenos santuários que ficam ao longo do caminho.

 


Templo Kiyomizu-Dera: água milagrosa e as melhores vistas da cidade

É um dos templos mais visitados do Japão, conhecido também como o Templo das Águas Puras, suas construções atuais datam de 1633.

Fomos num domingo, o que acreditamos ser o dia que vai mais gente. A dica é chegar BEM cedo pra evitar a multidão e conhecer o lugar tranquilamente, aproveite que o templo abre às 6 da manhã.

 Entrada do templo Kiyomizu-Dera

Entrada do templo Kiyomizu-Dera

O grande atrativo de todo o complexo é a varanda do salão principal, que foi construída sem nenhum prego, sustentada somente por pilares sobre a encosta das montanhas. Da varanda há uma vista incrível das montanhas e de um pagode vermelho de três andares em meio ao verde das árvores.

 Pagode vermelho de 3 andares que se vê a partir da grande varanda do templo Kiyomizu-Dera.

Pagode vermelho de 3 andares que se vê a partir da grande varanda do templo Kiyomizu-Dera.

Próximo ao salão principal está a cachoeira de Otowa com seus canais de água que caem em um lago. Se quiser e achar que vale à pena, enfrente a enorme fila de visitantes e beba a água de um dos canais, acredita-se que ela tem poderes de realizar desejos e trazer saúde e longevidade.

 Canais de águas "milagrosas" da cachoeira de Otowa.

Canais de águas "milagrosas" da cachoeira de Otowa.

 Restaurante que fica próximo aos canais. A regra é tirar os sapatos, se sentar de pernas cruzadas, relaxar e aproveitar a comida.

Restaurante que fica próximo aos canais. A regra é tirar os sapatos, se sentar de pernas cruzadas, relaxar e aproveitar a comida.

Depois da visita, descemos a rua comercial Matsubara que é cheia de lojinhas de souvenirs irresistíveis e restaurantes.

 Rua Matsubara que fica logo na saída do templo Kiyomizu-Dera. Ótima para encontrar pequenos restaurantes com comidas deliciosas e muuuuitas lojas de souvenirs.

Rua Matsubara que fica logo na saída do templo Kiyomizu-Dera. Ótima para encontrar pequenos restaurantes com comidas deliciosas e muuuuitas lojas de souvenirs.


Maruyama Park: o parque das flores de cerejeira

Um parque que é visitado principalmente durante a primavera, quando ele fica ainda mais lindo cheio de flores de cerejeiras (sakuras).

Ótimo pra um passeio ao ar livre e pra se comer muito bem! Ele é cheio de barracas vendendo comidas, bebidas, e onde a galera se esparrama pelos gramados pra fazer picnic ou se senta em mesinhas em estilo japonês de alguns restaurantes.

 Mesas de um dos restaurantes do parque Maruyama. Dá pra curtir um almoço se sentando em almofadas ou fazendo um piquenique em algum gramado do parque.

Mesas de um dos restaurantes do parque Maruyama. Dá pra curtir um almoço se sentando em almofadas ou fazendo um piquenique em algum gramado do parque.

 Bolinhos de arroz fritos com shoyo.

Bolinhos de arroz fritos com shoyo.

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Gion: o bairro das gueixas e maikos

Tradicional, charmoso e misterioso, a fama desse bairro se dá  principalmente pelas casas de chá requintadas construídas no século XVII.

Entrando em qualquer uma das vias laterais à esquerda da rua Shijo, rua movimentada com lojas e restaurantes, você se depara com casinhas de madeiras numa arquitetura japonesa antiga que conseguiu se manter durante a guerra.

 Ruazinha de Gion cheia de casinhas de madeira, com arquitetura tradicional japonesa.

Ruazinha de Gion cheia de casinhas de madeira, com arquitetura tradicional japonesa.

Por volta das 17h, é bem provável encontrar gueixas e maikos pelas ruas, com um mooonte de turistas deslumbrados correndo atrás delas. Nós vimos algumas delas, mas foi tão de supresa e tão rápido, que ficamos sem reação, só admirando e não tiramos nenhuma foto (!), ainda mais que percebemos o incomodo que elas sentiam com os "paparazzi".


Arashiyama: Floresta de Bambus e o Parque dos Macacos

Arashiyama é uma região mais rural de Kyoto, que é um pouco afastada do centro. Por lá há o templo Tenryu-Ji, com seus jardins zens que são patrimônio cultural da Humanidade e também uma das maiores atrações do Japão, a floresta de bambus.

 Vista de dentro de uma das salas do templo Tenryu-Ji.

Vista de dentro de uma das salas do templo Tenryu-Ji.

 Para se andar dentro do templo (e dentro da maioria dos templos e santuários que visitamos no Japão) é necessário tirar os calçados logo na entrada.

Para se andar dentro do templo (e dentro da maioria dos templos e santuários que visitamos no Japão) é necessário tirar os calçados logo na entrada.

 Jardim do templo Tenryu-Ji.

Jardim do templo Tenryu-Ji.

A densidade de bambus é grande e eles são enormes. Caminhando pela rua que corta a floresta, nota-se um jogo de luz e sombra que dá ao lugar uma atmosfera mística.

 Caminho que corta a floresta de bambus de Arashiyama

Caminho que corta a floresta de bambus de Arashiyama

Depois de atravessar a ponte Togetsukyo, começamos uma caminhada de uns 25 minutos só de subida (!!) até chegar no Parque dos Macacos de Iwatayama. De lá de cima, além de muitos macacos soltos andando de um lado pro outro, há uma vista bem bonita pra cidade.

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 Ponte Togetsukyo, em Arashiyama. O início da caminhada até o parque dos macacos fica próximo do final da ponte.

Ponte Togetsukyo, em Arashiyama. O início da caminhada até o parque dos macacos fica próximo do final da ponte.

 Macaco comendo uma fruta dada de dentro da "casa gaiola" por um dos visitantes.  Essa casa possui grades na sua janela e fica bem no centro do parque.

Macaco comendo uma fruta dada de dentro da "casa gaiola" por um dos visitantes.  Essa casa possui grades na sua janela e fica bem no centro do parque.

Ao entrar numa casinha que mais parece uma jaula gigante, conseguimos alimentar os macaquinhos pelas janelas que tinham grades. Eles são calmos e já estão bem acostumados aos turistas.


Espetáculo das Gueixas: uma das experiências mais incríveis da viagem

O espetáculo aconteceu na Universidade de Arte e Design de Kyoto, no meio da tarde.
Primeiro fomos direto pra uma sala para a cerimônia do chá com algumas Maikos, depois seguimos para o teatro da universidade. O espetáculo tinha como tema a celebração da primavera, mas cada parte dele falava de uma estação do ano, ficando a última parte para o tema principal, sendo essa a hora mais deslumbrante de todas! Ficamos impressionados e muito, mas muito felizes por ter tido a oportunidade de assistir esse show genuinamente japonês.

Infelizmente, era proibido fazer vídeos e tirar fotos =/


Hospedagens

Nine Hours
Um hotel cápsula com uma decoração minimalista junto com uma pegada hight tech. Não é possível dormir de casal, já que há uma ala masculina e outra feminina.
Valor da diária - 7.500 ienes por pessoa

 Recepção do hotel cápsula Nine Hours.

Recepção do hotel cápsula Nine Hours.

 Uma das alas do hotel cápsula. Cada espaço com luz amarela, era uma cama com colchão, travesseiro, coberta e um sistema de som e alarme na cabeceira.

Uma das alas do hotel cápsula. Cada espaço com luz amarela, era uma cama com colchão, travesseiro, coberta e um sistema de som e alarme na cabeceira.

 

Apartamento pelo Airbnb
Especialmente na primavera, a hospedagem em Kyoto é bem cara e se esgota muito rápido, principalmente as opções mais acessíveis. Na nossa pesquisa diária, encontramos um apartamento bem confortável perto da estação de metro Karasuma Oike. O valor foi salgado, mas pelo menos o prédio e o apartamento estavam bem cuidados, a localização era ótima e tivemos a experiência de termos uma casinha só pra nós por alguns dias.
Valor para 3 diárias - 87.763 ienes


Restaurantes Favoritos

Chao Chao Gyoza
117 Ishiyacho Kiya-Machi Sanjo Kudaru, Nakagyo-ku
Bar localizado no bairro de Ponto-Cho cuja a especialidade são os gyozas muito bons e baratos de tudo que é sabor e com uma massa bem fininha. É um bar bem movimentado, com música alta, funcionários animados, turistas e um pessoal local. Aproveite e sente no balcão pra, além de comer, tomar uma cerveja gelada e, quem sabe, conhecer outros viajantes.

 Uma das porções de gyozas do bar Chao Chao. Delicioso!! Pode acreditar!

Uma das porções de gyozas do bar Chao Chao. Delicioso!! Pode acreditar!

Honke Owariya
322, Niomontsukinukecho, Nakagyo-ku
Restaurante famoso por seus deliciosos sobas. É bem provável que tenha uma filinha pra entrar, mas tenha certeza que a comida faz valer cada minuto de espera.
O restaurante foi fundado a mais de 550 anos e hoje quem está a frente dele é a 16ª geração da família Inaoka, e, pela primeira vez em todos esses anos, ele está sendo administrado por uma mulher, a atual herdeira e dona Ariko Inaoka.

 Filinha na entrada do restaurante Honke Owariya,

Filinha na entrada do restaurante Honke Owariya,

 Prato de lamen do Honke Owariya. Do lado esquerdo há os ingredientes para se misturar junto com o molho e com as camadas de porções lamen que estão no recipiente do lado direito.

Prato de lamen do Honke Owariya. Do lado esquerdo há os ingredientes para se misturar junto com o molho e com as camadas de porções lamen que estão no recipiente do lado direito.

Kangaan - Bar escondido atrás de um templo budista
278 Karasuma Dori, Kuramaguchi Higashi Iru, Kita-Ku
Ir de metro e descer na estação Kuramaguchi
O bar ficar aberto diariamente das 17 à 1h
Já tínhamos pesquisado sobre esse bar que fica literalmente atrás de um templo budista. O lugar é tão escondido que demoramos pra acreditar que estávamos no caminho certo até ele.
Os drinks são um pouco caros, mas o ambiente é bem bonito e vale muito a experiência.


Bate e volta para Nara

Partindo da estação principal de Kyoto, fomos até Nara e fizemos um passeio de 1 dia pelo parque da cidade. Logo no início, vimos muitos cervos soltos só esperando os felizes turistas os alimentarem com biscoitos que são vendidos em tudo que é lugar.

 Veadinho pedindo biscoito pra turista.

Veadinho pedindo biscoito pra turista.

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Jardim Isui-En
Apesar do preço um tanto alto da entrada, o jardim foi eleito um dos mais bonitos do Japão. Como todo jardim japonês que se preze, há lagoas com carpas :)
Um ótimo lugar para relaxar e se encantar.

 Lago do jardim Isui-En, em Nara.

Lago do jardim Isui-En, em Nara.

Todai-Ji
Templo budista que abriga a estátua Daibutsu, uma imagem gigantesca do Buda Vairocana feita em bronze, sendo esse um dos principais tesouros nacionais do país.

 Entrada do templo Todai-Ji.

Entrada do templo Todai-Ji.

 O Daibutsu (Grande Buda). As posições de suas mãos significam "não tema" e "seja bem-vindo". 

O Daibutsu (Grande Buda). As posições de suas mãos significam "não tema" e "seja bem-vindo". 

Uma curiosidade é um buraco no meio de uma das colunas de madeira do templo que é do exato tamanho de uma  das narinas da estátua do Grande Buda. Segundo a lenda, se você consegue passar pelo buraco, você tem boa sorte.


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