Inhotim

Pausa de 13/03/2015 a 15/03/2015


O Instituto Inhotim é uma mistura perfeita entre arte e natureza. Seja você expert ou leigo artisticamente falando, vai ter uma experiência inesquecível. Pense no (sim, é “no” e não “em”) Inhotim como um grande parque de diversões: galerias enormes, salas escuras, esculturas abissais e instalações a céu aberto, animais, vídeos, obras interativas, fotografias, sem falar na rica botânica. Trata-se de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea no Brasil e o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. 

Além disso, o trabalho de paisagismo do parque é impecável. O trajeto de uma atração à outra é sempre deslumbrante: jardins secretos muito bem decorados, bancos criados a partir de árvores caídas (por Hugo França), cercas vivas, lagos, pontes, caminhos de pedras e flores. Um lugar tão encantador assim no Brasil e ainda tem gente sonhando em conhecer o Louvre.

 Um dos bancos feitos a partir de troncos de árvores que caem, por Hugo França

Um dos bancos feitos a partir de troncos de árvores que caem, por Hugo França

O contraste da região também é interessante. O museu se localiza dentro de Brumadinho-MG, uma cidade simples, humilde e pacata. Uma linha divide claramente para um trecho limpo, sofisticado e todo arborizado, a entrada do Inhotim.

 A17 - Narcissus Garden (Yayoi Kusama)

A17 - Narcissus Garden (Yayoi Kusama)

Sabe de onde vem o nome Inhotim? A região era propriedade de uma empresa mineradora que atuava na região, cujo responsável era um inglês chamado Timothy - o “senhor Tim”, que na linguagem local acabou virando “Nhô Tim” ou “Inhô Tim”.

 A12 - Magic Square (Hélio Oiticica)

A12 - Magic Square (Hélio Oiticica)

 Viveiro educador

Viveiro educador

 Um dos caminhos que leva de uma atração à outra

Um dos caminhos que leva de uma atração à outra

 Troca-troca (Jarbas Lopes)

Troca-troca (Jarbas Lopes)


Atrações que mais gostamos

Não queremos dar spoilers das obras, pois a surpresa faz parte de toda a experiência do Inhotim. Então, vamos apenas citar abaixo as que mais gostamos. 

  • G5 - Galeria Cildo Meireles (O quarto vermelho)
  • G16 - Galeria Miguel Rio Branco (O Fotógrafo do Pelourinho)
  • G3 - Galeria Praça (Orquestra caixas de som em 360º)
  • G11 - Galpão Cardiff & Miller (História de terror só com sons)
  • G12 - Matthew Barney (Trator gigante com a árvore)
  • G7 - Galeria Adriana Varejão (Cartão Postal de Inhotim)
  • A13 - Caleidoscópio
  • Viveiro educador
  • G17 - Marilá Dardot (Vasos em forma de letras)
  • G15 - Galeria Cosmococa

Como a interpretação de cada obra é muito pessoal, incentivamos a conhecer todo o instituto.


Dica 1: Reserve dois dias

Para conhecer Inhotim com tranquilidade, reserve 2 dias inteiros. É muita coisa que você precisa apreciar, refletir, assistir, tocar, provar, escutar histórias, interagir, caminhar bastante, enfim, curtir sem pressa.

Caso tenha apenas 1 dia, utilize os serviços de transporte em carrinhos de golfe (20 reais para usar o dia todo). Eles agilizam nos caminhos mais longos e difíceis de uma atração à outra.

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Dica 2: Alugue um carro

Alugar um carro é muito prático pra quem chega de avião e tem o fim de semana para conhecer o Instituto.

Além de economizar tempo, o transporte fica mais flexível (vai e volta a hora que quiser). A empresa Movida oferece preços bem econômicos e tem um atendimento exemplar.


Dica 3: Hotel próximo ao Instituto

Reserve um hotel em Brumadinho, de preferência perto do Inhotim. O nosso ficava a 13 minutos da entrada do museu, o que rendeu tempo e horas extras de descanso durante a manhã.

Nossa indicação:
Ville de Montagne Hotel  
Endereço: Rua Aníbal Coelho - Nº 95 - Brumadinho (MG)
Tel: + 55 (31) 3571-4526 / 3571-4164


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