Hiroshima


Tempo de estadia: 2 dias / Sugestão: 2 dias mesmo

Cidade que foi alvo do primeiro ataque de bomba atômica da história no mundo, pra sempre carregará essa cicatriz e será lembrada por isso, infelizmente. Porém, com a força dos cidadãos, a cidade se reergueu e é tão bonita quanto as outras que visitamos.

 Antigo Centro de Promoção Industrial, prédio que fica bem próximo do epicentro onde ocorreu a explosão da bomba atômica, em agosto de 1945.

Antigo Centro de Promoção Industrial, prédio que fica bem próximo do epicentro onde ocorreu a explosão da bomba atômica, em agosto de 1945.

Ficamos somente 2 dias por lá, um deles foi focado mais na história sobre tudo o que aconteceu no final da guerra entre Japão e EUA e no outro fomos para a ilha de Miyajima que fica a meia hora de balsa da cidade.


Parque Memorial da Paz: o parque fúnebre de Hiroshima

Cenotáfio - possui registrado os nomes de todas as vítimas identificadas que foram atingidas pela bomba.

 O arco logo à frente é onde está o Cenotáfio, logo depois dele está a Chama da Paz e, ao fundo, o Domo da Bomba Atômica (antigo Centro de Promoção Industrial).

O arco logo à frente é onde está o Cenotáfio, logo depois dele está a Chama da Paz e, ao fundo, o Domo da Bomba Atômica (antigo Centro de Promoção Industrial).

Ele é composto também pela Chama da Paz, que só se apagará depois que todas as armas nucleares forem destruídas e pelo Domo da Bomba Atômica, antigo Centro de Promoção Industrial, onde, na ocasião da explosão, todos que estavam no edifício morreram, mas ele foi uma das poucas construções que se manteve em pé bem ao redor do epicentro. Em dezembro de 1996 o Domo foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco.

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 Domo da Bomba Atômica, uma das poucas construções que se manteve erguida após a explosão da bomba.

Domo da Bomba Atômica, uma das poucas construções que se manteve erguida após a explosão da bomba.

Monumento das Crianças à Paz - construído em homenagem às crianças que morreram com a explosão da bomba. Ele foi inspirado em Sadako Sasaki e tem no topo uma estátua de uma criança segurando um tsuru gigante. Sadako Sasaki, foi umas das crianças que sofreu por conta das radiações nucleares e aos 11 anos descobriu que estava com leucemia, então ela decidiu fazer mil tsurus na esperança de se curar da doença, mas morreu antes de terminá-los, porém seus colegas de classe e muitas outras crianças do mundo, comovidas pela história, decidiram terminar a tarefa com muitos outros milhares de tsurus e todos eles foram enviados para o monumento.

 Monumento das Crianças à Paz, construído em homenagem às crianças mortas pela bomba.

Monumento das Crianças à Paz, construído em homenagem às crianças mortas pela bomba.


Museu do Memorial da Paz: a história sempre triste de uma guerra

Com fotos, vídeos, objetos antigos, roupas destruídas (a maioria de crianças), etc, esse museu conta a história da cidade e como uma pequena parte da população sobreviveu à catástrofe da bomba. Como em alguns museus que já visitamos em viagens que conta sobre alguma tragédia histórica, preferimos não tirar fotos e somente absorver as informações.

Na parte superior, ao longo do corredor para a saída, há vários vídeos bem interessantes contendo os testemunhos de sobreviventes que contam basicamente o que eles achavam que estava acontecendo no dia da explosão da bomba, o que eles encontraram pelas ruas e como foi a vida após o acontecimento.


Bares e Restaurantes

Okonomi-Mura
5-13 Shintenchi, Naka Ward
Lugar para comer o clássico okonomiyaki de Hiroshima em um pequeno complexo de  restaurantes, um de parede com o outro, que fica no andar de um prédio comercial.

 Okonomiyaki original de Hiroshima. Um pouco diferente do que experimentamos em Osaka, mas igualmente delicioso :)

Okonomiyaki original de Hiroshima. Um pouco diferente do que experimentamos em Osaka, mas igualmente delicioso :)

Koba
1-4 Nakamachi, Naka Ward
Bar que toca rock e heavy metal com uma decoração underground curiosa. Nas paredes há vários posters de bandas espalhados e, em uma delas, é projetado alguns clipes de músicas. Já em volta do balcão, há muuuuuitos bilhetes de pessoas de tudo que é lugar do mundo que visitaram o bar.

 Balcão do bar de rock Koba, localizado no centro da cidade.

Balcão do bar de rock Koba, localizado no centro da cidade.


Bate e volta para a Ilha de Miyajima

Pegamos uma balsa em Hiroshima que aceita o JR Pass e partimos para a ilha de Miyajima.
Chegando lá, andamos ao longo da beira-mar sentido o Torii gigante (que quando a maré está cheia, dá a impressão de ele estar flutuando) e encontramos vários cervos, todos na esperança dos turistas darem algo pra eles comerem.

 Torii gigante que serve como portal para o principal santuário da ilha de Miyajima.

Torii gigante que serve como portal para o principal santuário da ilha de Miyajima.

Santuário Itsukushima
Santuário construído em 593 d.C., com sua forma atual que data de 1168. A estrutura em forma de píer é por conta do status sagrado que a ilha possui já que, na época, como os plebeus não podiam entrar na ilha, eles só conseguiam se aproximar do santuário através de barco e pelo torii flutuante.

 Uma parte do enorme santuário Itsukushima, em Miyajima.

Uma parte do enorme santuário Itsukushima, em Miyajima.

 Logo ao desembarcar da ilha, fomos recebidos por veadinhos :)

Logo ao desembarcar da ilha, fomos recebidos por veadinhos :)

 Santuário de Itsukushima

Santuário de Itsukushima

Monte Misen
É o monte mais alto da ilha (530m) e sua subida percorre caminhos bem bonitos, cercado por natureza, alguns cervos e macacos. Como não tínhamos muito tempo, pegamos as duas etapas do teleférico até uma parte do caminho e já lá do alto, fizemos uma trilha de meia hora que dá a volta no cume e onde há paradas em vários santuários, todos bem pequenos. Nessas paradas há uma sensação de paz, já que os santuários ficam em meio ao verde e, como não há muitos turistas, o silêncio é presente.

 Detalhe de um dos santuários encontrados ao redor do Monte Misen.

Detalhe de um dos santuários encontrados ao redor do Monte Misen.

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