Hamburgo

Pausa de 21/08/2014 a 26/08/2014


Clima louco, telhados verdes, bairros bem diversificados e um dos maiores portos do mundo.

Por ser uma cidade portuária e no norte da Alemanha, o vento constante faz com que a sensação térmica seja ainda menor. Podíamos acordar e ver da janela um céu azul radiante, mas dali 1 ou 2 horas tudo ficava cinza e chovia, aí do nada o sol vinha e a tarde era uma delícia, até decidirmos pegar umas bikes pra dar uma volta e cair um temporal, mas que logo passava pra podermos curtir um pôr do sol num bar a céu aberto no porto. Tudo isso pra dizer que a melhor dica pra quem quer conhecer a cidade é sempre carregar um guarda-chuva.


O que fizemos lá:

A primeira coisa a se fazer é dar uma volta pela cidade só pra admirar a sua arquitetura, seus canais, os rios Elba, Alster e Bille que percorrem o centro e ir até o porto. 

Passamos pela imponente Rathaus (prefeitura) com seu telhado esverdeado assim como outros prédios ao redor dela. Ficamos impressionados com o prédio do Chilehaus, obra do arquiteto Fritz Hoger, no formato de um navio, com paredes em curvas e varandas que lembram deques.

 Edifício Chilehaus, no bairro Kontorhaus de Hamburgo. Projetado no formato de um navio por Fritz Hoger e construído com o financiamento de Henry B Sloman, figura que enriqueceu graças ao comércio de nitrato de sódio com o Chile (o que explica a origem do nome do edifício).

Edifício Chilehaus, no bairro Kontorhaus de Hamburgo. Projetado no formato de um navio por Fritz Hoger e construído com o financiamento de Henry B Sloman, figura que enriqueceu graças ao comércio de nitrato de sódio com o Chile (o que explica a origem do nome do edifício).

Mahnmal St. Nikolai

Conhecida por ser a segunda estrutura mais alta de Hamburgo (depois da torre de TV), a igreja de St. Nikolai foi bem destruída na Segunda Guerra. Em sua cripta há uma exposição subterrânea que foca em três grandes acontecimentos: o bombardeio alemão sobre Coventry que aconteceu em 1940; a destruição de Varsóvia pela Alemanha e a Operação Gomorra; e o bombardeio que houve em Hamburgo por três dias e três noites em 1943 causado pelos Estados Unidos e a Inglaterra, resultando em milhares de mortos e um incêndio que destruiu quase toda a cidade.
Pegamos um elevador que vai até a cúpula que restou da igreja, o que dá em torno de 73m de altura, e de lá se pode ter uma vista panorâmica da cidade.


Bairro Sternschanze

O bairro mais alternativo da cidade vale muito uma visita. Há vários cafés, lojinhas de artesanatos, prédios com uma arquitetura cheia de grafites misturados com outras paredes repletas de lambe-lambe. Por lá você encontra também uma galera estilo punk rock espalhadas pelas ruas às vezes pedindo dinheiro numa boa.

Um dos pontos mais famosos do bairro é o prédio Rote Flora. Ele é abandonado e já foi ameaçado várias vezes de ser demolido, mas a população local reivindica sua existência por fazer parte da história da cidade e, enquanto isso, ele se mantem intacto.

 Fachada do edíficio Rote Flora, no bairro Sternschanze de Hamburgo.

Fachada do edíficio Rote Flora, no bairro Sternschanze de Hamburgo.

 As redondezas do Rote Flora tem um clima "pesado", cercado por mendigos e bêbados.

As redondezas do Rote Flora tem um clima "pesado", cercado por mendigos e bêbados.

Tivemos que nos contentar em tirar algumas fotos de longe, pois o lugar estava cheio de mendigos bêbados e o clima um pouco pesado, mesmo durante o dia.

Rickmer Rickmers

Trata-se de um navio enorme de três mastros lançado às águas em 1896. Hoje, ancorado no porto de Hamburgo, abriga um museu que conta a história do dia-a-dia das pessoas que nele trabalhavam e moravam.

Fischmarkt

Em um domingo às 5 da manhã, no bairro de St. Pauli, saímos direto da balada e fomos conhecer o Fischmarkt, o famoso mercado de peixe que acontece no porto. Era o único dia que tínhamos pra conhecê-lo e poderíamos ter aproveitado melhor o passeio se não estivéssemos sentindo o maior frio de nossas vidas! Não estávamos agasalhados o suficiente pro vento gelado que fazia naquele dia, ainda de madrugada. A concentração pra dar uma volta naquele mercado com inúmeras barracas foi muito grande. Lá se vende de tudo: café, sanduíches, peixes, frutas, bebidas, roupas, etc.


Passeio de barco pelos canais

Já que estávamos numa cidade portuária, achamos interessante fazer um passeio de barco. Compramos os tickets no deck próximo à estação Landungsbrücken e lá mesmo embarcamos. No barco havia um guia que contava várias histórias e origens de outros navios ancorados no porto e dos prédios que podíamos ver ao longo do passeio até a HafenCity, cidade que está sendo construída do zero dentro de altos padrões de sustentabilidade, abrigando o escritório do Greenpeace.

Acesse o site da Maritime Circle Line para saber mais sobre os passeios e roteiros pelo porto de Hamburgo. Segue abaixo o roteiro que fizemos, que é o mais clássico:

Bares e baladas

Hamburgo tem uma noite bastante agitada, então vale a pena separar pelo menos 1 noite pra conhecer alguma balada, ou fazer como a gente que foi em duas na mesma noite (uau! que bagunceiros! rs).

Altes Madchen
Bar todo moderninho no bairro de Sternschanze que é conhecido por seus hamburgueres deliciosos e cervejas. No dia que fomos estava acontecendo um festival de cerveja artesanal. A entrada era 3 euros e se podia degustar 100ml de variados tipos de cerveja por 1 euro cada.

Central Park
Também em Sternschanze, é um bar estilo praiano, com chão de areia.

Strand Pauli
Bar no porto que o pessoal vai para admirar o pôr-do-sol e ficar espalhado nos sofás e cadeiras coloridas que há na parte externa. Só cuidado ao pedir comida, principalmente pizza, porque as abelhas alemãs adoram.

 Bar Strand Pauli. Aproveite o sol para tomar uma cerveja com vista para o porto de Hamburgo. Só não dispense um cobertor.

Bar Strand Pauli. Aproveite o sol para tomar uma cerveja com vista para o porto de Hamburgo. Só não dispense um cobertor.

Reeperbahn
Avenida famosa no bairro de St. Pauli que abriga as mais variadas baladas, bares e prostíbulos. Fomos até lá principalmente pra conhecer a famosa rua onde os Beatles começaram sua carreira, a Grosse Freiheit. É uma rua lotada de gente, principalmente de turistas bêbados querendo cair na gandaia. O lugar é um pouco sujo, barulhento, com um clima meio pesado, mas interessante, ainda mais que encontramos tudo que foi tipo de gente.

 Reeperbahn, rua agitada das noites de Hamburgo. Lembra um pouco a Rua Augusta de São Paulo, porém com alemães e turistas se divertindo com mais intensidade. Foi aqui que os Beatles começaram a carreira, tocando em praticamente todos os bares da rua.

Reeperbahn, rua agitada das noites de Hamburgo. Lembra um pouco a Rua Augusta de São Paulo, porém com alemães e turistas se divertindo com mais intensidade. Foi aqui que os Beatles começaram a carreira, tocando em praticamente todos os bares da rua.

Mojo Club
Balada subterrânea cuja entrada é um alçapão que fica no meio de uma calçada. Tirando o frio que passamos na fila por conta  da enrolação do segurança pra podermos entrar, curtimos o lugar, o som (principalmente hip hop) e as bebidas.

Golden Pudel Club
O oposto da citada anteriormente! é uma casa perto do porto completamente pichada, do chão até o teto, imaginem os banheiros?! Lota de gente e toca principalmente eletrônico, o que fez a gente não ficar muito por lá. É um lugar bem curioso pra ir e as bebidas são baratas, variando de 3 a 5 euros.

Lübeck

Quando estávamos pesquisando sobre Hamburgo, ficamos sabendo de várias cidadezinhas perto dela que fundaram a tão famosa Liga Hanseática, e uma que teve um papel bem importante nessa história é Lubeck, conhecida como “Rainha da Hanse”.


Logo cedo pegamos um trem na estação Hamburg Dammtor, que fica há uns 10 minutos andando de onde estávamos hospedados, rumo à Lubeck e levamos um pouco menos de 1h pra chegar na cidade.
A cidade é um charme e bem pequena. Em 1 dia conseguimos passear por suas ruas, caminhar na beira do rio vendo os barcos passarem e visitar algumas atrações:


Holstendor
É um portal de tijolos da cidade reconhecido como ícone nacional com suas torres gêmeas cilíndricas levemente inclinadas uma para outra. A inscrição em latim gravada no seu alto “concordia domi foris pax” significa “harmonia em casa e paz no interior”.

Petrikirche
Igreja do século 13 com um elevador na torre que leva até uma plataforma de observação de 50m de altura onde se pode ter vistas panorâmicas da cidade.

Marienkirche
Terceira maior igreja da Alemanha, famosa por ainda guardar os seus sinos que foram deixados caídos depois de um bombardeio na II Guerra Mundial em 1942. Do lado de fora há uma escultura de um diabinho que possui um curioso conto popular.

Dom
Catedral fundada em 1173 por Henrique, o Leão. Em seu interior, há uma exibição que mostra sua reconstrução depois do bombardeio de 1942.


Hospedagem

Também via AirBnb, dessa vez alugamos um apartamento inteiro, estilo estúdio. O dono era Jan, um alemão muito simpático. Localiza-se ao lado da Universidade de Hamburgo, bem próximo de uma estação de metro (U) e de uma de trem (S).

Apartamento do Jan
Endereço: Grindelallee 7 3. Stock Hamburgo 20146 Alemanha

 

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