Auschwitz

Dia da pausa: 01/09/2014


Visita ao maior símbolo do Holocausto

Enquanto estávamos planejando a nossa viagem pela Alemanha, decidimos incluir um pulinho até a Polônia pra poder conhecer Auschwitz, considerado o maior campo de concentração nazista. Voamos de Berlim pra Polônia pela AirBerlin e fechamos o nosso passeio na própria recepção do hotel. Mesmo chegando à noite, conseguimos pegar a excursão que saía no dia seguinte bem cedo.



Os campos de concentração de Auschwitz são divididos em 3 partes: Auschwitz IAuschwitz II - Birkenau e Auschwitz III - Monowitz. Como tínhamos apenas 1 dia para esse passeio, conhecemos apenas Auschwitz I.



Antes de viajarmos, fizemos uma pesquisa na internet e vimos que há várias formas de visitar o campo. Uma delas é ir até a rodoviária de Cracóvia e pegar um ônibus independente, sem participar de uma excursão, pagando só a passagem e a visita guiada dentro do museu.

Só pra deixar mais claro: a entrada do museu é gratuita, mas é obrigatório entrar com algum guia, que você precisa pagar.
Preferimos a comodidade de uma van que nos buscou e nos deixou no hotel no fim do dia. A visita guiada foi bastante proveitosa, pois conhecemos fatos e histórias novas.


 Antigo ponto de chegada dos trens para desembarcar os novos prisioneiros.

Antigo ponto de chegada dos trens para desembarcar os novos prisioneiros.


Ao chegar ao museu, passamos pela recepção e nos separaram em 2 grupos de umas 10 pessoas, depois nos deram fones pra poder ouvir a guia melhor, assim ela não precisava ficar berrando no meio de todo mundo, já que tinham muitas outras turmas também visitando o campo. Outra grande utilidade dos fones foi o benefício de poder entender melhor o que a guia estava falando já que, sendo polonesa, ela falava em inglês mas tinha um sotaque bem puxado.


 Portal de entrada do campo. O letreiro "Arbeit Macht Frei" significa "O trabalho liberta".

Portal de entrada do campo. O letreiro "Arbeit Macht Frei" significa "O trabalho liberta".

 Vagão onde eram transportados centenas de prisioneiros para dentro do campo.

Vagão onde eram transportados centenas de prisioneiros para dentro do campo.


A visita foi bem corrida.

Lemos vários relatos em blogs falando sobre o clima pesado do lugar devido à sua história, mas tínhamos que andar num passo tão acelerado pra acompanhar a guia que não tivemos tempo para parar, olhar, refletir e sentir a energia do lugar.


 Amostra mockup do Zyklon B, produto que era jogado dentro das câmaras de gás para envenenar os condenados à morte. O Zyklon B tem forma sólida, porém se torna gás ao entrar em contato com o ar e é extremamente tóxico.

Amostra mockup do Zyklon B, produto que era jogado dentro das câmaras de gás para envenenar os condenados à morte. O Zyklon B tem forma sólida, porém se torna gás ao entrar em contato com o ar e é extremamente tóxico.

 Algumas cápsulas de Zyklon B descartadas após uso.

Algumas cápsulas de Zyklon B descartadas após uso.


 

Durante a visita prestávamos atenção no que a guia falava e procurávamos tirar fotos ao mesmo tempo, pois assim que ela acabava um assunto, já partia pra uma outra parte do campo.

 

 "HALT!" -  significa "PARE!" em alemão. "STÓJ!" tem o mesmo significado em polonês.

"HALT!" -  significa "PARE!" em alemão. "STÓJ!" tem o mesmo significado em polonês.


 

As salas que contém os objetos pessoais dos presos, em sua maioria judeus, foi a que mais nos impressionou e onde sentimos um nó na garganta. Foram separadas pilhas enormes de malas, sapatos (veja no vídeo abaixo), roupas, utensílios de cozinha, etc., todas atrás de vidros de proteção.

 

 Utensílios de cozinha que eram tomados dos prisioneiros que chegavam no campo.

Utensílios de cozinha que eram tomados dos prisioneiros que chegavam no campo.

 Antes de levar os prisioneiros para os campos, os nazistas os mandavam levar uma mala com o que eles tivessem de mais valioso para uma vida nova. Porém, assim que chegavam, seus pertences eram tomados pelos guardas.

Antes de levar os prisioneiros para os campos, os nazistas os mandavam levar uma mala com o que eles tivessem de mais valioso para uma vida nova. Porém, assim que chegavam, seus pertences eram tomados pelos guardas.


Ao caminhar por aquelas salas, tivemos uma maior noção de quantas pessoas sofreram e morreram nas mãos dos nazistas. Duas salas que fizeram o coração apertar mesmo: a que continha um volume absurdo de cabelos dos prisioneiros e a com roupinhas e sapatinhos de crianças.



 

A forma como o museu de Auschwitz está sendo conservado é impecável. Tudo limpo e restaurado como o projeto original. A guia nos disse que o lugar recebe boas doações em dinheiro de vários países do mundo para poder mantê-lo.

 

 Local onde os prisioneiros usavam como banheiro. Um grupo tinha menos de 5 minutos para fazer suas necessidades e já sair para o próximo grupo usá-lo, sem tempo nem pra se limpar direito. Lavar esse local era considerado um trabalho "bom" dentro do campo, pois essa era talvez a única forma de se manter longe das agressões dos guardas nazistas. Esses não ousariam se aproximar de um lugar tão sujo e fétido.

Local onde os prisioneiros usavam como banheiro. Um grupo tinha menos de 5 minutos para fazer suas necessidades e já sair para o próximo grupo usá-lo, sem tempo nem pra se limpar direito. Lavar esse local era considerado um trabalho "bom" dentro do campo, pois essa era talvez a única forma de se manter longe das agressões dos guardas nazistas. Esses não ousariam se aproximar de um lugar tão sujo e fétido.

 O bloco 21 era temido e conhecido por ser o local onde médicos nazistas faziam experimentos com humanos.

O bloco 21 era temido e conhecido por ser o local onde médicos nazistas faziam experimentos com humanos.

 Alojamento onde dormiam os prisioneiros. Dentro de cada espaço dormiam em torno de 15 pessoas empilhadas, o que aumentava drasticamente a proliferação de doenças. 

Alojamento onde dormiam os prisioneiros. Dentro de cada espaço dormiam em torno de 15 pessoas empilhadas, o que aumentava drasticamente a proliferação de doenças. 


 Ruínas da câmara de gás principal dentro do campo de Auschwitz. Ela foi destruída com dinamite pelos próprios nazistas, assim que souberam que o exército vermelho se aproximava. O objetivo era esconder os crimes contra a humanidade que cometiam aqui.

Ruínas da câmara de gás principal dentro do campo de Auschwitz. Ela foi destruída com dinamite pelos próprios nazistas, assim que souberam que o exército vermelho se aproximava. O objetivo era esconder os crimes contra a humanidade que cometiam aqui.

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Foi um passeio de um dia inteiro que nos fez refletir ainda mais sobre a importância de deixar esse museu aberto para visitas, permitindo às pessoas acessar esse lugar onde aconteceram histórias terríveis, assim elas não esquecerão e poderão evitar que isso aconteça novamente.


Visita virtual 360º

Clique aqui para fazer uma visita virtual em 360 graus dentro de Auschwitz.
Claro que não é como estar lá fisicamente, mas não deixa de ser interessante.


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