Amazonas

Pausa de 26/12/2016 a 01/01/2017


Manaus, Presidente Figueiredo, botos cor de rosa, comunidade indígena, rio Negro, rio Solimões, muita história, muitos Tacacás, a incrível Floresta Amazônica e um réveillon sem nenhuma badalação, mas com uma energia surreal. Essa foi a nossa viagem pelo Amazonas.

No vídeo aqui embaixo, está o resumo de como foi toda essa aventura e, logo depois, os detalhes de todos os lugares pelo quais passamos.
Dá uma olhada :)


Primeiro Dia - Mercado Municipal, Porto e Ponta Negra

Mercado Adolpho Lisboa

Fomos conhecer o mercado Adolpho Lisboa, que fica localizado próximo ao porto da cidade.

 Mercado Municipal Adolpho Lisboa - ótimo lugar para experimentar comidas deliciosas e dar uma olhada no artesanato amazonense. 

Mercado Municipal Adolpho Lisboa - ótimo lugar para experimentar comidas deliciosas e dar uma olhada no artesanato amazonense. 

Esse mercado municipal foi inaugurado em 1883, durante o Ciclo da Borracha, quando a cidade prosperou economicamente, e é lá que encontramos produtos e alimentos típicos da região.

Em meio a tantos temperos, farinhas, ervas, artesanatos, peixes, um produto nos chamou mais a atenção, a cachaça de Jambu. Sabíamos que o Jambu dá uma certa adormecida nos lábios e até na ponta da língua, mas ao experimentar a cachaça, essa sensação ficou 10 vezes mais intensa!

Porto de Manaus

Os rios que rodeiam Manaus são tão importantes para o constante comércio e transporte que há postos de gasolina flutuantes no meio deles, algo que era novidade pra gente e ficamos surpreendidos.

 O agitado porto de Manaus

O agitado porto de Manaus

porto_de_manaus2.jpg

O porto de Manaus, considerado o maior porto fluvial do mundo, é bastante movimentado, com barcos de diversos tamanhos ancorados, um entra e sai de pessoas, de cargas e muitos possuem redes penduradas, já que há trajetos para outras cidades que podem levar dias para serem feitos.

Ponta Negra

Não tínhamos muito dias para conhecer Manaus, então a única chance que tivemos pra conhecer Ponta Negra foi em uma noite.

Fomos mais para dar uma volta pela orla, ver o movimento, algumas barraquinhas de artesanato e souvenirs e também para comer bolinhos de pirarucu no quiosque Fishmaria.

Essa praia de rio é bastante extensa e ao longo dela há também alguns píers, mirantes e áreas para praticar esportes como futebol, vôlei e skate.


Segundo Dia - Passeio pelo Centro Histórico

Museu/Casa do Governador Eduardo Ribeiro

O museu, que era a antiga casa do primeiro governador do Amazonas, conta a sua história e como ele transformou Manaus. Dentro de cada cômodo, estão expostos cópias de mobílias da época, utensílios pessoais e obras de arte com o objetivo de ilustrar algumas características típicas do final do século XIX e início do século XX.

O ex Governador Eduardo Ribeiro ganhou notoriedade por implantar projetos inovadores na cidade como construções de praças, monumentos, a ponte de ferro da avenida Sete de Setembro, as obras iniciais do Palácio da Justiça, etc. Tudo isso desenvolvido tanto para o benefício da população quanto para a cidade ser conhecida internacionalmente. Seu maior projeto foi a construção do imponente Teatro Amazonas.

Fizemos uma visita guiada, que é gratuita e dura em torno de 30 minutos. Além das informações sobre os benefícios que o ex governador fez para a cidade nos âmbitos político e econômico, o guia nos contou algumas curiosidades como o de Eduardo Ribeiro sofrer de esquizofrenia, porém, somente os empregados da casa sabiam disso. Ele morreu jovem, aos 38 anos, encontrado na cadeira de balanço que faz parte da exposição, enrolado em um mosqueteiro. Ainda há a dúvida se foi suicídio ou assassinato, já que ele tinha alguns inimigos políticos.

Centro Cultural Palácio da Justiça

Visitamos o Palácio da Justiça que se tornou um centro cultural da cidade.

Além da visita guiada às antigas salas como o Gabinete do Presidente, a sala do Tribunal do Júri e do Tribunal Pleno, todas com mobílias datadas do início do século XX, o espaço também possui uma programação cultural com algumas exposições de arte, cinema, teatro, e até mesmo uma simulação de júri feito por estudantes de direito.

Praça do Largo São Sebastião

Praça que fica bem em frente ao Teatro Amazonas e onde está localizado o monumento comemorativo de Abertura dos Portos do Amazonas que ocorreu em 1866.

No ano de 1867 já havia um outro monumento para comemorar o fato, mas era somente um obelisco, já o atual foi erguido em 1899. Muito mais bonito e rico em detalhes.

 Praça Largo São Sebastião com o monumento de Abertura dos Portos do Amazonas bem ao centro.

Praça Largo São Sebastião com o monumento de Abertura dos Portos do Amazonas bem ao centro.

O monumento simboliza os quatro cantos do mundo (África, Europa, Ásia e América), representados pela proa de um barco e com uma criança sentada bem na ponta. Cada proa tem detalhes esculpidos de acordo com características particulares de cada continente, segundo o que se acreditava naquela época.

 Detalhe do monumento de Abertura dos Portos do Amazonas.

Detalhe do monumento de Abertura dos Portos do Amazonas.

Já o piso da praça contém desenhos sinuosos que inspiraram o calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, e simboliza o famoso encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

Teatro Amazonas

Percorrendo o antigo centro de Manaus já nos deparamos com o imponente Teatro Amazonas, um dos símbolos da potência que a cidade foi durante o próspero período da borracha.

 A linda fachada do Teatro Amazonas.

A linda fachada do Teatro Amazonas.

Inaugurado em 1896, considerado patrimônio arquitetônico, ainda conta com diversas apresentações artísticas.

 Teatro Amazonas e sua colorida cúpula.

Teatro Amazonas e sua colorida cúpula.

 Onde fica sentada a platéia do Teatro Amazonas.

Onde fica sentada a platéia do Teatro Amazonas.

Fizemos um tour guiado que durou mais ou menos 1 hora e conhecemos tanto o teatro (onde há o palco e o espaço da platéia) quanto as galerias internas e também uma exposição de figurinos utilizados em antigas apresentações.

Galeria Amazônica

Essa galeria é uma loja, mas também é há um espaço para exposições de arte. Foi a loja que achamos mais bonita na cidade.

 Uma das salas da Galeria Amazônica.

Uma das salas da Galeria Amazônica.

galeria_amazonica2.jpg

Há muitas peças indígenas e também colares de várias cores, brincos, utensílios de cerâmica, cestos de variados tamanhos, esculturas ricas em detalhes, quadros, inúmeros artesanatos. Criações feitas por comunidades indígenas, com informações de cada uma delas.


Terceiro Dia - Presidente Figueiredo

Nesse dia fomos de carro com um casal de amigos para Presidente Figueiredo, cidadezinha localizada a 120km da capital que ficou conhecida por sua beleza natural com mais de cem cachoeiras, cavernas e corredeiras.

 Presidente Figueiredo - Trilha para a Cachoeira Iracema.

Presidente Figueiredo - Trilha para a Cachoeira Iracema.

Seguimos pela BR-174 que é bem asfaltada, então foi super tranquilo dirigir por lá.

Como só iríamos fazer um bate e volta, não tivemos tempo de ir em muitas cachoeiras, sendo assim escolhemos as que tinham um acesso mais fácil, como a Cachoeira Iracema, que com poucos minutos de trilha, já estávamos nela.

 Imponente Cachoeira Iracema.

Imponente Cachoeira Iracema.

Como havia chovido muito alguns dias antes, a pressão da água estava muito grande e tinha que ser um tanto corajoso pra ficar embaixo dela, pois havia o perigo de escorregar e logo depois cair na correnteza forte do rio. Sendo assim, preferimos somente admirar, um pouco de longe, aquela maravilha.

Em seguida fizemos uma trilha até a Cachoeira das Araras, ficamos um tempinho por lá e depois fomos até a Corredeira de Urubui.

 Em Presidente Figueiredo é possível descer a corredeira de bóia.

Em Presidente Figueiredo é possível descer a corredeira de bóia.

Antes de voltar para Manaus, finalmente comemos o tão conhecido X caboquinho no café regional da Priscila.


Quarto Dia - Passeios ao Redor de Manaus

Fechamos os passeios com a Amazon Explorers. Logo cedo eles passaram de van no nosso hotel pra nos levar até o porto de Manaus, onde iríamos de barco para todo os lugares inclusos nos passeios.

 Ponte Rio Negro

Ponte Rio Negro

Interação com os botos

Fomos até quase o meio do rio para fazer a interação com os botos cor de rosa. No geral, tudo funcionou bem e estávamos no habitat natural dos botos, onde eles vivem livres e, aparentemente, são bem cuidados. Pelo que lembro, as agências não fazem esse passeio todos os dias e nem várias vezes ao dia, justamente pra não estressar o animal.

 Chegada do barco com turistas para fazerem a interação com os botos.

Chegada do barco com turistas para fazerem a interação com os botos.

interacao_botos.jpg

Visita a uma comunidade indígena

Desembarcamos em uma praia extensa que tinha um tipo de cabana bem grande. Ao redor, havia algumas crianças indígenas brincando e na entrada da cabana estavam os adultos nos esperando.

comunidade_indígena_crianças.jpg

A visita foi bem interessante, o pajé explicou um pouco dos costumes da tribo e depois eles interagiram com os visitantes dançando uma música típica deles.

comunidade_indígena_crianças2.jpg
comunidade_indígena_cocar.jpg
comunidade_indígena_visitantes.jpg

Encontro das Águas

Saindo da visita à comunidade indígena, fomos almoçar em um restaurante flutuante que servia comida no estilo buffet e seguimos para a contemplação do Encontro das Águas, que realmente é um espetáculo à parte.

 Encontro das águas do Rio Negro (parte mais escura) e Rio Solimões (parte mais clara).

Encontro das águas do Rio Negro (parte mais escura) e Rio Solimões (parte mais clara).

Por cerca de 6 km, as águas do rio Negro e do rio Solimões não se misturam. Isso é devido principalmente a diferença na densidade delas, suas temperaturas (a de um rio é mais quente que a de outro) e suas velocidades no momento do encontro.


Quinto Dia - Ida para a Floresta Amazônica

E nesse dia fizemos a longa viagem até o meio da Floresta Amazônica.

 Uma das casas flutuantes no caminho para a Floresta Amazônica.

Uma das casas flutuantes no caminho para a Floresta Amazônica.

Fomos de van até um outro porto de Manaus, que é um pouco mais afastado da cidade. Depois pegamos uma lancha para atravessar o rio, em seguida percorremos de perua um trajeto de 1 hora, onde 12 km foram em estrada de terra, até chegarmos num lugar para pegar outra lancha que nos levou até a nossa hospedagem. Ufa!

Nos hospedamos no Juma Amazon Lodge e não temos do que reclamar, o lugar é demais!!

 Passarela do Juma Lodge.

Passarela do Juma Lodge.

O lodge fica no coração da floresta, com toda a sua estrutura em cima de palafitas super altas, já que em época de cheia, o rio sobe e dá até pra ver e ouvir jacarés passando bem de pertinho. Mas pode ficar tranquilo que é tudo bem seguro, os bichinhos só estão dando uma volta rs.

Nosso bangalô tinha uma varanda com vista pro rio e pra mata. O barulho da floresta é muito grande, mas ao mesmo tempo incrivelmente relaxante.

 O bangalô que ficamos hospedados no Juma Lodge.

O bangalô que ficamos hospedados no Juma Lodge.

Assim que chegamos no lodge e deixamos nossas coisas no quarto, vimos 3 macacos passearem pelas passarelas. Todos livres, à vontade com aquele ambiente, imagina a nossa alegria?!

floresta_juma_macaco.jpg
floresta_juma_macacos.jpg
 A macaquinha decidiu que era hora de relaxar.

A macaquinha decidiu que era hora de relaxar.

Tanto o café da manhã quanto os almoços e jantares estavam inclusos no valor da estadia e eram servidos no espaço do restaurante em estilo buffet. A comida era deliciosa!

À noite o Josafa, nosso guia, fez uma palestra e contou algumas curiosidades da floresta, dos animais que nela habitam, dos passeios, etc.


Sexto Dia - O Réveillon na Floresta

Devido a chuva que estava caindo desde cedo, não pudemos fazer a trilha pela mata organizada para aquele dia, então o Josafa nos levou de barco até a cada do presidente de uma das comunidades indígenas. Conhecemos o presidente e toda a sua família, inclusive a fofa da filha caçula, Paloma, que nos chamava pra participar de todas as suas brincadeiras.

 Paloma, a filha caçula do presidente de uma das comunidades indígenas.

Paloma, a filha caçula do presidente de uma das comunidades indígenas.

Depois voltamos pro lodge pra almoçar e nos deparamos com uma linda arara, chamada carinhosamente pelos funcionários de Laura.

 A arara Laura.

A arara Laura.

À tarde pegamos o barco de novo e fomos até a beira do rio pra pescar piranhas. A gente pescava as piranhas e em seguida as colocava de volta no rio. No começo até participei, mas logo fiquei com um pouco de dó das pirainhas, coitadas rs.

 Pescaria de piranhas na beira do rio.

Pescaria de piranhas na beira do rio.

 Canoagem por um dos rios da floresta Amazônica.

Canoagem por um dos rios da floresta Amazônica.

À noite fizemos a focagem de jacarés e o Josafa nos mostrou um Jacaré Açu pequeno. Logo em seguida voltamos pro lodge pra nos arrumar e tivemos a ceia de ano novo por volta das 21h. Quando o restaurante fechou, uma boa parte dos hóspedes ficou no deck do hotel conversando com a gente e depois, um pouco antes da meia noite, fomos pro quarto e ficamos na varanda esperando a hora de estourar o champanhe. Fim haha.

Foi nosso primeiro réveillon sem festa.


RESTAURANTES FAVORITOS


A culinária do Norte é coisa séria!

A gente pirou com tantos sabores, aromas, temperos. Foi um caso de amor logo no primeiro prato, mas o nosso queridinho foi o Tacacá. Que iguaria maravilhosa!

Tambaqui de Banda
Endereço: Av. Tancredo Neves, 9 - Parque 10 de Novembro, Manaus

Pedido: Tacacá, Tambaqui de Banda pra 2 e caipirinhas de Cupuaçu.

Tacacá da Gisela
ndereço: R. Marçal, 216 - Centro, Manaus

É vendido numa barraca charmosa, toda arrumadinha, bem no centro, quase em frente ao Teatro Amazonas.

tacaca_da_gisela.jpg
 Um amor chamado Tacacá.

Um amor chamado Tacacá.

Banzeiro
Endereço: R. Libertador, 102 - Nossa Sra. das Graças, Manaus.

Se você vai pra Manaus, é praticamente obrigatório ir nesse restaurante pra almoçar ou jantar. Vimos as boas recomendações em muitos sites e podemos dizer que não é à toa.

 Sim, comemos formigas Saúva e tinha sabor de capim santo.

Sim, comemos formigas Saúva e tinha sabor de capim santo.

 Queijo coalho com melaço de açúcar.

Queijo coalho com melaço de açúcar.

Pedido: formiga Saúva com espuma de mandioquinha, queijo coalho com melaço de açúcar, costela de Tambaqui com farofa e, para sobremesa, sorvete de Cumaru.

Tacacaria Amazônica
Endereço: Rua 10 de Julho, 503 - Centro, Manaus

Sim, o que mais comemos por lá foi tacacá rs.

tacacaria_amazonica.jpg

Pedido: tacacá, bolinhos de Pirarucu e Pirarucu de Casaca.

Café Regional da Priscila
Endereço: BR-174, Presidente Figueiredo.

Pedido: tapioca grande de queijo coalho, x caboquinho, tapioca pequena de carne seca com queijo, suco de laranja e café na térmica.
E tudo isso foi uma pechincha, além de delicioso.

Lanchonete do Careca Lindo
Endereço: R. Visconde de Porto Alegre, 1543 B - Praça XIV, Manaus.

Pedido: coxinha da Gisele, coxinha de charque, empada de camarão, empada de bacalhau, suco de açaí com banana e o melhor suco do mundo do careca lindo (é esse nome mesmo que está no cardápio), que é uma mistura de: tangerina, abacaxi, maçã, pêra, gengibre e cenoura.

 


Veja também