Alemanha

Pausa de 16/08/2014 a 07/09/2014 


Além do nosso grande interesse por toda a história que aconteceu no país, queríamos conhecer todas as caras da Alemanha, ir além da queridinha Berlim. 

"Por que passar as férias em um só país como a Alemanha?" - Muitos perguntaram.

A ideia era ver de perto a tradicional região da Baviera, visitar um dos maiores portos do mundo, entrar em contato com a sua natureza na Floresta Negra e no Lago Constança (na fronteira com a Áustria e a Suiça) e também viver um pouco a noite alemã. Acabamos por descobrir que Berlim e o resto da Alemanha são muito diferentes.

"Se você só foi pra Berlim, não sabe o que é a Alemanha" - concluímos.

Trata-se de um país com paisagens diversas, que vai de grandes cidades modernas com arranha-céus às pequenas pitorescas com casinhas em enxaimel, ou até medievais com castelos. Tem montanhas, lagos, praias, planícies, penhascos. A comida é um caso à parte e não consegue agradar à todos por ser um pouco pesada. Restaurantes e biergartens (bares ao ar livre) com muitos tipos de salsicha, joelho de porco e pretzels. Experimentamos de tudo e achamos delicioso. Mas, obviamente, em questões gastronômicas, o nosso maior foco estava nas cervejas. Cervejas alemãs!! Muito, mas muito boas e, pra melhorar, baratas! 

 Cervejas tradicionais de Munique sendo vendidas numa loja de conveniência por 1,89 euros. Considerando o câmbio de R$ 3,15, cada cerveja sairia em torno de R$6,00.

Cervejas tradicionais de Munique sendo vendidas numa loja de conveniência por 1,89 euros. Considerando o câmbio de R$ 3,15, cada cerveja sairia em torno de R$6,00.

 

Bebemos todos os dias, pelo menos um copo.
Começamos com aqueles canecões de 1 litro e no último dia estávamos somente com um copinho de 300ml, mas não conseguimos passar um dia sequer sem provar alguma cerveja nova. Bebemos a cerveja tradicional de cada cidade que visitamos - e podemos falar que isso é conhecer a cultura. Por que não?


Planejamento

HOSPEDAGEM

Nessa viagem, decidimos pela primeira vez testar o serviço do AirBnb, e a experiência foi um sucesso!  Fizemos isso nas 3 cidades mais importantes que ficamos mais tempo: Munique, Hamburgo e Berlim. Tudo correu muito bem, os preços foram razoáveis, e de quebra nos possibilitou conhecer pessoas interessantes.
Em Munique, escolhemos a casa da Dagmara, nossa querida Dag (uma polonesa de uns vinte e poucos anos que trabalha no RH de uma empresa), por estar bem localizada (perto de uma estação de metro e do Englisher Garten) e por ela oferecer um quarto com cama de casal a um preço acessível.
Por mensagem ela havia pedido pra levarmos algo típico do Brasil. Decidimos levar uma cachaça mineira e ela ficou toda feliz. Acabamos curtindo essa ideia e também presenteamos nossos outros dois anfitriões do AirBnb. É uma boa dica dar presentinhos para os anfitriões. Faz com que quebre um pouco o gelo, eles ficam felizes, muito agradecidos e com uma lembrança nossa.
Pelos mesmos motivos (localização + valor acessível), em Hamburgo nos hospedamos no apartamento do Jan (dessa vez alugamos o lugar inteiro), no Bairro Eimsbüttel, e em Berlim foi novamente um quarto no grande apê de Josaiah, um designer chinês muito doido que mora no coração de Kreuzberg.
Nas demais cidades, optamos pelo IBIS (versão Budget) ou pequenas pousadas reservadas pelo Booking.com.


TRANSPORTE

Desde o início tínhamos o objetivo de alugar um carro bacana e dirigir pela AutoBahn: rodovias feitas impecavelmente e, que em alguns trechos, não há limite de velocidade.  Então já colocamos esse tipo de adrenalina na lista. Dirigimos pela Baviera e Floresta Negra, devolvendo o carro em Frankfurt. Decidimos fazer o resto da viagem de trem, pela DB Bahn, a grande empresa de transporte ferroviário da Alemanha que é muito eficaz e facilita a locomoção de uma cidade pra outra pois, por mais que a viagem interna de avião seja mais rápida, se perde muito tempo tendo que chegar com antecedência no aeroporto, fazendo o check in, despachando e esperando bagagens, etc. A praticidade de viajar de trem foi grande, fora as lindas paisagens que vimos pelo caminho.


ROTEIRO

Para fazer o roteiro, além de mergulharmos na internet lendo o máximo possível sobre o país, o que nos ajudou muito foi o guia de viagens Alemanha da Lonely Planet. Além de divulgar os locais mais turísticos, também inclui roteiros dentro das cidades com passeios alternativos, fugindo um pouco do que há de mais famoso para se fazer. O lemos antes e durante toda a viagem, e podemos dizer que um bom guia soma muito, mesmo com tantas informações na internet.
Tivemos que cortar da lista muitos lugares que queríamos ir pra conseguir encaixar tudo em 3 semanas, o que ocorre com a maioria das pessoas que tem um número limitado de dias pra tirar férias. O vale do Reno, Colônia, Friburgo e Stuttgart foram alguns dos lugares que descartamos com muita tristeza. =(
Por nos interessarmos tanto pela Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, também tínhamos a curiosidade de conhecer um campo de concentração e decidimos ir logo no mais famoso, Auschwitz. Por se localizar na Cracóvia (Polônia), tivemos que pegar um vôo para lá, mas essa é uma outra história.
Por fim, precisávamos decidir por onde a viagem iria começar. Sabemos que o que pode baratear a passagem aérea é ir e voltar por uma mesma cidade. Então, na pesquisa diária de preços e promoções, encontramos uma boa oferta com ida e volta por Munique.


Confira o roteiro resumido desses 22 dias no mapa abaixo:

 VIAGEM PELA ALEMANHA - de 16 de agosto até 07 de setembro de 2014

VIAGEM PELA ALEMANHA - de 16 de agosto até 07 de setembro de 2014


 

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